4 de agosto de 2014

Flip 2014: rápida e intensa

Como disse anteriormente, a Flip foi rápida e intensa. Se meu único compromisso era participar da mesa Crimes e Castigos na Casa Sesc, o fim de semana foi muito mais variado e repleto de coisas bacanas.

Nesse sentido, notei que as programações paralelas estão cada vez mais fortes. São diversas casas disponibilizando atividades variadas e, mais importante, substanciais. Aliás, esse comentário foi mais ou menos geral entre as pessoas com as quais travei contato: as mesas que aconteciam fora da programação oficial estavam cada vez mais interessantes e as discussões arrebatavam os espectadores.

(Henrique, eu, Luísa e Raphael)

Participei da mesa Crimes e Castigos, que fazia parte da programação da Casa Sesc. Ao meu lado estavam Henrique Rodrigues, Luisa Geisler (que está lançando o livro Luzes de emergência se acenderão automaticamente) e Raphael Montes (autor de Suicidas e Dias Perfeitos). De maneira geral, a mesa foi muito bacana. A conversa fluiu e (espero) fez valer a hora dispensada pelos espectadores.  

(Casa Sesc cheia durante a mesa Crimes e Castigos)

Entre outras coisas, pude comentar um pouco sobre meu interesse na questão formal do que escrevo, falar um pouco sobre os contos de Beijando dentes e também aproveitei para oficializar algo: meu próximo livro. Intitulado A instrução da noite, meu primeiro romance será lançado pela Rocco no próximo ano. Ainda falarei muito sobre esse trabalho, que foi longo e desde já tem me dado muito prazer.

(eu, minha editora Rosana e minha mãe)

No mais, não consegui acompanhar a programação que havia selecionado. Do que vi, destaco a mesa Sexo, drogas e literatura na casa Rocco, que teve um bate-papo muito bom do Wesley Peres, Cláudia Nina e Júlio Ludemir. 




E meus destaques para as coisas que não vi (mas ouvi falar muitíssimo bem) foram as mesas (na casa Sesc) Transliteraturas com Rafael Gallo, Nereu Afonso e Santiago Nazarian (mediada pelo Fred Girauta)...



(Fred, Santiago, Rafael e Nereu)


... e Mentiras Sinceras, com Sergio Leo, Sergio Tavares e Simone Campos (mediada pelo Daniel Ferenczi) (Não consegui registros dessa mesa).

É verdade que a Flip está passando por mudanças. Se por um lado o “F” de Festa parece cada vez mais se sobrepor ao “L” de Literatura, penso que, por outro lado, o “L” e o “F” estão alcançando um equilíbrio bastante bacana nas programações paralelas. Espero que esse processo continue e se aprofunde nos próximos anos.