19 de junho de 2013

“Longe percebi alguns troncos meio apodrecidos, emaranhados entre si, há muitos dias enroscados às pedras da praia, a parte mais alta deles seca e lisa – fustigada de ventos. Amor aquilo, Mano? Ou só a projeção de um homem sozinho numa praia vazia, de tudo o que poderia ter sido mas não foi – viés sórdido e ainda mais insolente da tragédia? Um amor de ódio e unhas, mas amor. Amor que o desejo inventa.”
(Mano, a noite está velha, Wilson Bueno)