12 de fevereiro de 2013

Julio Cortázar



(Embaixada da Argentina em Ixelles, 26 de agosto de 1914 – Paris, 12 de fevereiro de 1984)


“[...] os ciclos se fundem, se correspondem vertiginosamente; basta entrar na noite ruiva, aspirar profundamente um ar que é ponte e carícia de vida; será preciso seguir lutando pelo imediato, companheiro, porque Hölderlin leu Marx e não o esquece; mas o aberto continua aí, pulsação de astros e enguias, anel de Moebius de uma figura do mundo onde a conciliação é possível, onde anverso e reverso deixarão de se desgarrar, onde o homem poderá ocupar o seu posto nessa jubilosa dança que alguma vez chamaremos realidade.”

(Prosa do observatório, Julio Cortázar)