26 de outubro de 2012

A despedida de António Lobo Antunes


Em crônica publicada no Visão de ontem, o autor português se despede num adeus:

“O meu trabalho está praticamente terminado. Escrevi os livros que queria, da maneira como queria, dizendo o que queria: não altero uma linha ao que fiz e, se me dessem mais cem anos de vida em troca deles, não aceitava. Era exactamente isto que ambicionava fazer. Há uns dez dias acabei o último. [...]Sai um livro em 2012, para o ano uma coleção destes textozitos, em 2014 o que agora terminei e uma última coleção destas prosinhas e acabou-se.”

Muito infelizmente.

No entanto, como o próprio observa
“O meu trabalho está praticamente terminado. O resto fica por vossa conta e eu estarei muito longe já. É inevitável. Governem-se, se forem capazes, com a chave que vos deixo, se é que ela existe, ou não existe, ou existem várias, ou existem muitas, mudando constantemente.”

pois ele sabe que sua obra é viva e dinâmica, passível de tantas leituras quanto fizermos.

Enfim, os livros ficam --- e ao menos isso é uma boa notícia.

(A crônica inteira está aqui.)