9 de abril de 2012

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"O trabalho de assassinato, pois é do que se trata, em breve chegará ao fim. Quando se sufoca a voz do poeta, a história perde o sentido e a ameaça escatológica irrompe como nova e terrível aurora nas consciências humanas. Somente agora, à beira do abismo, é possível compreender que 'tudo o que nos ensinam é falso'. A prova dessa afirmação devastadora está aí, visível, todo dia em toda parte: no campo de batalha, no laboratório, na fábrica, na imprensa, na escola, na igreja. Vivemos inteiramente no passado, alimentados por pensamentos estéreis, crenças obsoletas, ciências mortas. E é o passado que nos devora, não o futuro. O futuro sempre foi e sempre será do poeta".

(A hora dos assassinos - Um estudo sobre Rimbaud. Henry Miller)