23 de abril de 2012

Achei muito pertinente

o seguinte comentário publicados pelo Sérgio Rodrigues no seu Todo Prosa:

"A tentativa de transformar escritores em atores e livros em objetos cênicos da grande peça que hoje se encena mundo afora, chamada “Celebridades”, tem promovido a proliferação de feiras e “festas literárias” pelo país, na esteira do sucesso da Flip. 

[...]

Em nome do “incentivo à leitura”, promotores de cultura de diversos escalões têm optado por lotar auditórios de gente semiletrada ao contratar um nomão que sirva de isca [...].

Mas parece claro que um “incentivo à leitura” muito mais sério e eficaz – além de mais barato – seria promover a visita de escritores a salas de aula, por exemplo, combinadas com programas de leitura e discussão. O problema é que isso não sai no jornal nem se encaixa na trama de “Celebridades”, aquela peça global"

(O artigo inteiro está aqui, ó; indico fortemente a leitura.)