11 de junho de 2011

:

"– Escute!

Em algum lugar lá fora, não longe, talvez na praça do mercado, uma orquestra de tambores estava tocando, juntando pouco a pouco os fios soltos de força rítmica em um poderoso desenho compacto que já estava girando uma ainda imperfeita roda de sons pesados, avançando para a noite. Port ficou quieto um momento, depois disso, num sussuro: – Isso, por exemplo.

– Não sei – disse Kit. Ela estava impaciente. – Sei que não me sinto parte desses tambores lá fora, por mais que eu admire os sons que fazem. E não vejo razão por que eu deva querer me sentir parte deles. – Ela achou que essa declaração assim direta colocaria um rápido fim na discussão, mas Port estava teimoso essa noite."

(O céu que nos protege, Paul Bowles)