11 de dezembro de 2010

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"[...] -- Quando fui para o mar à tarde e de repente tomei um enorme fôlego Yóguico gigante para pôr todo aquele excelente ar marítimo para dentro do meu corpo mas por algum motivo só tive uma overdose de iodo, ou de maldade, talvez as cavernas marítimas, talvez as cidades de algas, alguma coisa, o meu coração palpitando de repente -- Achando que eu ia captar as vibrações locais em vez disso aqui estou eu quase desmaiando só que não é um desmaio de êxtase como o de S. Francisco, ele me apanha como o horror de uma eterna mortalidade doentia em mim -- Em mim e em todo mundo -- Me senti completamente despido de todos os artifícios protetores como pensamentos sobre a vida ou meditações debaixo da copa das árvores e o "supremo" e essa merda toda, na verdade os outros artifícios ridículos como fazer o jantar ou dizer "O que vou fazer agora? Cortar lenha?" -- Me vejo condenado, é lamentável, -- Uma percepção terrível de que eu venho me enganando a vida inteira achando que havia uma certa próxima coisa a fazer para não perder o embalo e na verdade eu sou apenas um palhaço doente assim como todo mundo -- Todo o todo, lamentável como é, nem ao menos um topo de esforço animado do senso comum para aliviar a lama nessa horrível condição sinistra (de desesperança mortal) então só me resta fica lá sentado na areia depois de ter quase desmaiado e observar as ondas que de repente não são mais ondas, com o que eu acho que deve ter sido a expressão mais gosmenta e abatida do mundo que Deus se Ele existe deve ter visto em toda a carreira cinematográfica Dele -- Éh vache, odeio escrever -- Todos os meus truques revelados, até a percepção de que eles foram revelados revelada como um monte de asneiras -- [...]

(Big Sur, Jack Kerouac)