15 de setembro de 2009

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"Depois do café, Bill e eu estávamos sentados ao sol, num banco, em frente à estalagem, discutindo a questão. Vi uma moça que se aproximava na estrada, vindo do centro da cidade. Parou diante de nós e tirou um telegrama de uma sacola de couro que pendia sobre sua saia.
- Para ustedes?
Olhei. O endereço era 'Barnes, Burguete'.
- Sim. É para nós.
Apresentou-me um bloco, para que eu assinasse, e eu lhe dei uns níqueis. O telegrama era em espanhol: Vengo jueves. COHN.
Passei o telegrama a Bill.
- Que significa a palavra Cohn? - perguntou ele.
- Que telegrama idiota! - disse eu. (...)"

(O sol também se levanta, Ernest Hemingway)