Quinta-feira, Maio 22, 2008

Uma tentativa

Sempre penso em escrever neste blog quando estou de saco cheio. Não entendo o motivo. Ao longo da semana tive coisas legais a dizer: um livro, um disco, um show, um vídeo, um sonho. Legais mesmo. Mas hoje tive um dia chato, sem livro, música, vídeo ou sonho.

Uma pena.

Mas preciso mudar minha relação com este blog. Por isso, num exercício, vou tentar me lembrar das coisas legais.

I

Venho citando Virginia Woolf. Estou lendo As Ondas. Leia também. Mas leia agora.

II

Tenho ouvido muito Maria Bethânia. Adoro aquela mulher. O disco é A falta que você me faz (músicas de Vinícius de Moraes).

Nem preciso dizer ouça agora. Principalmente Lamento no Morro. Bethânia lê um trecho de Orfeu da Conceição.

III

Fui a um show de chorinho na virada cultural de Campinas. Domingo, no bosque. Queria me recordar o nome dos grupos, mas não conseguirei. Por isso, baixe no seu computador esse disco do Carlos Poyares:

(E, no bosque, vi o hipopótamo. Adoro aquele bicho.)

IV

Um vídeo muito, mas muito legal. Aqui. Aconselho vivamente: entre no site depois de vê-lo.

V

Sonhei que alguém cantava sentado à mesa. Sonhei que alguém fazia origami.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

As ondas

"– Agora começa a agonia; agora o horror me prendeu em suas garras – disse Neville. – Agora chega o carro; agora Percival se vai. O que podemos fazer para retê-lo? Como ultrapassar a distância entre nós? Como soprar o fogo de modo que arda para sempre? Como indicar para todos os tempos futuros que nós, parados na rua, à luz do lampião, amamos Percival? Agora, Percival se foi."
(Virginia Woolf)

Sábado, Maio 10, 2008

Exatamente 2h37

O que eu penso das coisas? de todas as coisas? do mundo? do meu umbigo?

Eu não penso em porra nenhuma.

Meu inferno é sentir essas coisas todas, querer colocá-las em palavras e depois em frases e então em parágrafos e depois em páginas para apagar tudo e começar outra vez.

Que coisas? o que gosto? odeio? sofro? desejo? que coisas? coisas?

Meu inferno é existir tantas coisas a serem escritas.

p.s.: a vodca subiu, o som aumentou e, meu amigo, nessas horas o melhor é não discutir.