19 de novembro de 2008

Beijando Dentes, o espetáculo

... aconteceu nos dias 10, 11 e 12 de novembro. Fui à estréia e, apesar da vontade, não pude ver as outras apresentações. Uma pena, pois grande parte do espetáculo é improvisação e fiquei bastante curioso para saber como seriam os demais dias. De qualquer forma, não apenas as improvisações me pegaram, mas todo o espetáculo.


Desde que soube da proposta do República Cênica, fiquei curioso para saber como seria ver na dança algo inspirado/influenciado por um conto. Pois bem, foi ótimo. Fiquei impressionadíssimo com o espetáculo que, justamente por senti-lo mais que depreendê-lo, tenho certa dificuldade em descrever.


Mas no geral, para mim, a idéia central da apresentação é a sincronicidade. Melhor dizendo, como a ilusão de sincronia não deixa saída: se ela acontece, levamos nossas relações ao extremo do grotesco; se não funciona, agredimos o(s) outro(s) como se fosse(m) ele(s) o(s) culpado(s).


Além dessas leituras, é claro, tem os dançarinos, que são excepcionais. E tem também a Ana Carolina Mundim, que coordenou as oficinas que deram origem ao espetáculo. Então, para vocês, parabéns. E muito obrigado.


E além deles, tem mais um monte de outras coisas que seria impossível reproduzir aqui. Então, para quem perdeu, paciência