28 de abril de 2008

Cabeça

Três noites consecutivas. Nas páginas, nas telas: os dedos de garras dos estranguladores do Rio. O sotaque de Pedro Espanhol, a barba de José do Telhado. Senghor, o humanista. Os escarros de Ousmane. As mãos de Jacqueline, os ombros de Kennedy. Sylvester, o Rocky. Nina e a casa assassinada. A bola na rede, os olhos no chão. O sono no sofá: o cansaço de minha cabeça povoada por fantasmas.

Um dia, quem sabe, escrevo sobre as novelas sangrentas que ando lendo, sobre Lúcio Cardoso e sua crônica. Articularei la civilisation de l'Universel com o Xala para explicar o Estado-Nação de Senegal. Descreverei em detalhes (colocarei até vídeos do youtube) os documentários, os filmes, os quadros. Se conseguir, explicarei também o motivo pelo qual torço pela Ponte Preta. Um dia. Quem sabe.