Sábado, Setembro 29, 2007

Um soco

E depois outro. E mais um. E assim ao longo da noite. Como é que devo me defender? Revidando? Protegendo o rosto? Jogando a toalha? Não há gongo que me salve e, por isso, mais socos. E muito depois de ter o supercílio aberto me ocorreu aquela música. Música essa que deveria ter cantando enquanto apanhava.

Tenho um peito de lata e um nó de gravata no coração
Tenho uma vida sensata sem emoção
Tenho uma pressa danada, não paro pra nada, não presto atenção
Nos versos desta canção Inútil
Tira a pedra do caminho, serve mais um vinho, bota vento no moinho, bota pra correr
Bota força nessa coisa que se a coisa pára a gente fica cara a cara com o que não quer ver

Música essa que não cantei. E não sei se me dói mais o maxilar ou o ódio por não ter cantado.

Terça-feira, Setembro 18, 2007

Como evitar?

Sei que este blog está jogado às traças. Sei que ninguém o lê. É exatamente esta a sensação de se ter um blog: carregar um peso morto.

Fui eu mesmo quem o matou. Afinal, não atualizo. Não tenho novidades. Nem sou engraçadinho. Tampouco tenho milhares de amigos virtuais. (Nem reais tenho muitos.) Foi neste ponto que enterrei meu blogs anteriores, mas resistirei. Sem motivo ou perspectiva. Só insistência mesmo.

Um dia desisto. Não agora. Como evitar? Acho que é uma questão pessoal.

Segunda-feira, Setembro 03, 2007

Dez da manhã

E um intenso inferno astral paira sobre minha cabeça cheia de segunda-feira. Dez da manhã, apenas.

Há muito pela frente. Ainda.