Um silêncio sem soluços: só silêncio e, quem sabe, uma respiração.
Domingo, Julho 29, 2007
Mantra
Devo permanecer em silêncio. Absoluto, se possível. Silêncio de mudez, para recobrar a paciência, o próprio silêncio ao qual estou habituado. Um silêncio de solidão e de partida. Silêncio de luto, resignado e cheio de cansaço, esvaziado de culpa.
Um silêncio sem soluços: só silêncio e, quem sabe, uma respiração.
Um silêncio sem soluços: só silêncio e, quem sabe, uma respiração.
Postado por Maurício de Almeida às 1:17 AM
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Segunda-feira de chuva
Acordei de ressaca. Intelectual, eu acho. Mas férias, finalmente.
E a peça só volta em cartaz próximo mês. Quem foi, gostou. E até que foi bastante gente. Mais importante é que foram pessoas que admiro. Além do mais, eu gostei. Estou satisfeito com o trabalho. E estou engatilhando outro. Outros. Cada coisa a seu tempo.
No mais, escrevo amanhã. Saiu uma matéria no Correio Popular sobre os novos escritores de Campinas. Estou lá, com foto e tudo no jornal, mas não estou só: Ácido, Áspero e Aspargos. Dos quais muito em breve vocês terão notícias. Mas se a ansiedade apertar, corra e veja nossa cara no jornal de ontem. Ao menos alguns de nós.
É isso. Acho que por hoje é só.
E a peça só volta em cartaz próximo mês. Quem foi, gostou. E até que foi bastante gente. Mais importante é que foram pessoas que admiro. Além do mais, eu gostei. Estou satisfeito com o trabalho. E estou engatilhando outro. Outros. Cada coisa a seu tempo.
No mais, escrevo amanhã. Saiu uma matéria no Correio Popular sobre os novos escritores de Campinas. Estou lá, com foto e tudo no jornal, mas não estou só: Ácido, Áspero e Aspargos. Dos quais muito em breve vocês terão notícias. Mas se a ansiedade apertar, corra e veja nossa cara no jornal de ontem. Ao menos alguns de nós.
É isso. Acho que por hoje é só.
Postado por Maurício de Almeida às 12:48 PM
Quinta-feira, Julho 19, 2007
Passada a tempestade
Tem barro e, provavelmente, outra tempestade.
Mas apesar do frio, ontem estreou a peça. Um público legal, sim, muitos amigos, com certeza, e no fim cerveja e pizza para comemorar. Quer mais? Eu não preciso, pois estou satisfeito. Mas segue a matéria da Carlota Cafiero que saiu ontem no Correio Popular, a propósito da estréia:
A violência de cada dia
/TEATRO/ República Cênica estréia hoje o espetáculo Transparência da Carne
Carlota Cafiero
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
Dos navios-negreiros vindos da África para o Brasil até fins do século 19 aos vagões de trem repletos de judeus desviados para os campos de concentração alemães em meados do século passado; das botinas dos soldados do 3 Reich às botinas dos soldados da Polícia Militar subindo os morros cariocas, a violência é sempre a mesma. Espetáculo-mosaico ou caleidoscópico, Transparência da Carne — que o grupo República Cênica estréia hoje em Campinas — trata de maneira delicada e poética da facilidade do ser humano em produzir dor e sofrimento, independentemente da época e do lugar.
Resultado de uma série de oficinas coordenadas pelo grupo e outros colaboradores ao longo do primeiro semestre, o espetáculo é protagonizado pelos intérpretes-criadores Ana Carolina Mundim e Fernando Aleixo, e conta com dramaturgia de João Nunes (editor-assistente do Caderno C) e Maurício de Almeida. Multimídia, mistura vídeo, dança e teatro de sombras para contar sobre os instantes finais da vida de um homem atingido por bala perdida, na rua de uma cidade qualquer. Ao perder muito sangue, o personagem sofre alucinações e faz uma viagem através do tempo e das guerras.
Com cerca de uma hora de duração, o espetáculo traz poucos elementos no palco, como malas de viagem, cordas, botinas e uma lousa, além de uma interessante instalação feita de camisetas brancas revestidas de gesso, que ganham volume, como vestígios dos corpos que abrigaram. Espalhada pelo palco, a instalação ganha sentido nas mãos dos atores, no final do espetáculo, e encerra muito mais que “corpos transparentes”. O figurino concebido por Bukke Reis e confeccionado por Maria Nazaré Mundim é versátil e faz referências sutis às roupas de presos em campos de concentração.
Texto
A dramaturgia criada por João Nunes e Maurício de Almeida mistura o texto narrativo à poesia, provocando imagens na mente do espectador, que “viaja” com os personagens para tantas guerras, declaradas ou não, abordadas no espetáculo. Nunes conta que o grupo iria abordar somente o tema do Holocausto, partindo da peça O Interrogatório, de Peter Weiss, mas quando consultado pelos atores, sugeriu que o texto tratasse também de outros conflitos. Nunes participou ativamente do processo de criação, coordenando inclusive a oficina Roteiro Dramatúrgico: do Tema à Poética Teatral, com intervenções de Lígia Tourinho.
Desenvolvido com apoio do Edital do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (Ficc), da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), o espetáculo marca a inauguração da sala multiuso do República Cênica, em sua sede no Taquaral, com duas arquibancadas com capacidade para cerca de 80 pessoas, além de camarim e mesas de som e iluminação. O espaço é resultado de dez anos de investimentos feito pelo grupo formado pela bailarina e atriz Ana Carolina Mundim e pelo ator Fernando Aleixo.
Então, só para lembrar:
Transparência da Carne
Mas apesar do frio, ontem estreou a peça. Um público legal, sim, muitos amigos, com certeza, e no fim cerveja e pizza para comemorar. Quer mais? Eu não preciso, pois estou satisfeito. Mas segue a matéria da Carlota Cafiero que saiu ontem no Correio Popular, a propósito da estréia:
A violência de cada dia
/TEATRO/ República Cênica estréia hoje o espetáculo Transparência da Carne
Carlota Cafiero
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
Dos navios-negreiros vindos da África para o Brasil até fins do século 19 aos vagões de trem repletos de judeus desviados para os campos de concentração alemães em meados do século passado; das botinas dos soldados do 3 Reich às botinas dos soldados da Polícia Militar subindo os morros cariocas, a violência é sempre a mesma. Espetáculo-mosaico ou caleidoscópico, Transparência da Carne — que o grupo República Cênica estréia hoje em Campinas — trata de maneira delicada e poética da facilidade do ser humano em produzir dor e sofrimento, independentemente da época e do lugar.
Resultado de uma série de oficinas coordenadas pelo grupo e outros colaboradores ao longo do primeiro semestre, o espetáculo é protagonizado pelos intérpretes-criadores Ana Carolina Mundim e Fernando Aleixo, e conta com dramaturgia de João Nunes (editor-assistente do Caderno C) e Maurício de Almeida. Multimídia, mistura vídeo, dança e teatro de sombras para contar sobre os instantes finais da vida de um homem atingido por bala perdida, na rua de uma cidade qualquer. Ao perder muito sangue, o personagem sofre alucinações e faz uma viagem através do tempo e das guerras.
Com cerca de uma hora de duração, o espetáculo traz poucos elementos no palco, como malas de viagem, cordas, botinas e uma lousa, além de uma interessante instalação feita de camisetas brancas revestidas de gesso, que ganham volume, como vestígios dos corpos que abrigaram. Espalhada pelo palco, a instalação ganha sentido nas mãos dos atores, no final do espetáculo, e encerra muito mais que “corpos transparentes”. O figurino concebido por Bukke Reis e confeccionado por Maria Nazaré Mundim é versátil e faz referências sutis às roupas de presos em campos de concentração.
Texto
A dramaturgia criada por João Nunes e Maurício de Almeida mistura o texto narrativo à poesia, provocando imagens na mente do espectador, que “viaja” com os personagens para tantas guerras, declaradas ou não, abordadas no espetáculo. Nunes conta que o grupo iria abordar somente o tema do Holocausto, partindo da peça O Interrogatório, de Peter Weiss, mas quando consultado pelos atores, sugeriu que o texto tratasse também de outros conflitos. Nunes participou ativamente do processo de criação, coordenando inclusive a oficina Roteiro Dramatúrgico: do Tema à Poética Teatral, com intervenções de Lígia Tourinho.
Desenvolvido com apoio do Edital do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (Ficc), da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), o espetáculo marca a inauguração da sala multiuso do República Cênica, em sua sede no Taquaral, com duas arquibancadas com capacidade para cerca de 80 pessoas, além de camarim e mesas de som e iluminação. O espaço é resultado de dez anos de investimentos feito pelo grupo formado pela bailarina e atriz Ana Carolina Mundim e pelo ator Fernando Aleixo.
Então, só para lembrar:
Transparência da Carne
De 18 a 22 de julho
Horário: 20hs
Local: Espaço Cultural República Cênica - Rua Américo de Moura, 124 – Taquaral (paralela à Av. Barão de Itapura)
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Informações: (19) 3295-8503
Ou seja, ainda está em tempo. Dá e sobra, para dizer a verdade.
E segundo a meteorologia não há previsão de tempestades. Apenas frio. Então, pegue o casaco antes de sair.
Ou seja, ainda está em tempo. Dá e sobra, para dizer a verdade.
E segundo a meteorologia não há previsão de tempestades. Apenas frio. Então, pegue o casaco antes de sair.
Postado por Maurício de Almeida às 10:47 AM
Quarta-feira, Julho 18, 2007
Hoje!!
Transparência da Carne
De 18 a 22 de julho
Horário: 20hs
Local: Espaço Cultural República Cênica - Rua Américo de Moura, 124 – Taquaral (paralela à Av. Barão de Itapura)
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Informações: (19) 3295-8503
De 18 a 22 de julho
Horário: 20hs
Local: Espaço Cultural República Cênica - Rua Américo de Moura, 124 – Taquaral (paralela à Av. Barão de Itapura)
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Informações: (19) 3295-8503
Postado por Maurício de Almeida às 1:39 AM
Segunda-feira, Julho 16, 2007
Sumiram
Todas as letras. E palavras. E, claro, todas as frases. Pouco me restou. Talvez meia dúvida de livros abertos. E inacabados. Talvez Belchior no rádio. Muito pouco para um domingo. Ou uma semana, não sei.
Acontece que é só uma crise. Há de acabar.
E rápido, por favor.
Postado por Maurício de Almeida às 12:02 AM
Quinta-feira, Julho 12, 2007
Era-me sólida a carne
Próxima semana irá estrear Transparência da Carne. É uma peça que escrevi com João Nunes para o grupo República Cênica. Depois de alguns meses em processo nada mais certo que estar anisoso. Mas nada exgerado. Na expectativa, apenas. Por isso, apareçam:Transparência da Carne
De 18 a 22 de julho
Horário: 20hs
Local: Espaço Cultural República Cênica Rua Américo de Moura, 124 – Taquaral (paralela à Av. Barão de Itapura)
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Informações: (19) 3295-8503 ou me escrevam.
Postado por Maurício de Almeida às 6:31 PM
Segunda-feira, Julho 09, 2007
Flip
Eu fui à Flip. E lá, feito Piva, dei um muro no vitral que mais adorava. Que me rasgou a mão. E me libertou os ossos. Porque estavam contidos, os ossos. Encontrei-me debaixo de conchas. Limpei aos poucos a areia. E dormi, finalmente, um sono de anos.
Postado por Maurício de Almeida às 9:56 PM
Sexta-feira, Julho 06, 2007
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